sábado, fevereiro 11, 2006

PROVA DE VINHOS

Este processo de análise sensorial passa por separar, ordenar e identificar as impressões dos estímulos e características organolépticas das diversas substâncias contidas no vinho, através dos sentidos da visão, do olfacto e do sabor, com especial atenção ao conjunto dos dois últimos, que formam o “flavor”.

Sem o olfacto a percepção do sabor será imperfeita.

Ao nível da Visão são verificadas características como a cor, a espuma, a limpidez, a viscosidade e a efervescência.

Com o Olfacto revelam-se os aromas primários (do fruto; vinhos jovens), os aromas secundários (da curtimenta; vinhos novos), e os aromas terciários ou “bouquet” (fusão dos aromas secundários e terciários; vinhos envelhecidos).

No Sabor identificam-se o gosto doce (álcool e açúcar; na ponta da língua), o gosto ácido (ácidos; nas zonas laterais da língua), o gosto salgado (sais; no final das zonas laterais da língua) e o gosto amargo (taninos; ao fundo da língua).

Todo este processo poderá ser sinteticamente dividido em três etapas distintas:

1ª - O gosto instantâneo (concentração nas diversas zonas da língua)

2ª - A evolução ou variação do gosto

3ª - O gosto final, após o vinho ingerido ou deitado fora (“fim de boca”).