sexta-feira, novembro 18, 2005

BREVE HISTÓRIA DAS ARTES MARCIAIS

Egipto (cerca de 4000 A. C.)
Primeiras formas estruturadas de combate com mãos nuas.
Formas primitivas de Boxe e Wrestling.

Grécia (cerca de 648 A. C.)
Jogos Olímpicos; introdução do Pankration (Pancrácio), estilo de luta que combinava Boxe, Wrestling e “Skiamachia” (movimentos sem oponente).

Índia (cerca de 2600 A. C.)
Estilos de luta que incluíam formas de dança e expressão corporal (“Nata”, “Vajramushti”).
Aparecimento do Budismo; Religião e Artes Marciais interligadas (Yoga, “Kalaripayat”).


China (cerca de 520 A. C.)
Bodhidharma chega ao Templo de Shaolin e ensina Budismo e meditação aos monges locais.
Florescimento das Artes Marciais; Kempo, Chuan Fa (movimentos baseados na observação dos comportamentos dos animais).

Coreia (cerca de 57 A. C.)
Período dos três reinos. No reino de Silla é criada a ordem dos Hwa Rang.
Desenvolvimento das Artes Marciais, especialização dos pontapés em salto.
A doutrina Budista está presente na conduta guerreira dos Hwa Rang.

Japão (cerca de 23 A. C.)
Aparecimento do Jiujitsu.
Domínio da classe de guerreiros Samurais até 1868 D. C.
Budismo Zen intimamente ligado às Artes Marciais.

Ocidente (cerca de 1950 D. C.)
Contacto das artes marciais com o ocidente, principalmente por soldados norte-americanos estacionados na Coreia.
Movimento migratório de orientais para os EUA, que assim expandiram e difundiram as artes marciais.
Pedagogia das artes marciais com aproximação ao conceito de desporto; Judo, Kickboxing, Full-contact.


Foto retirada da revista "Budo nº 100"

quinta-feira, novembro 03, 2005

MOVIMENTO PERPÉTUO

«Coração de mar e vento que aos corações lanças redes, és perpétuo movimento na guitarra de Paredes».
Foi ao som destas palavras expelidas do mais profundo sentimento da alma de Mísia que me interroguei acerca do movimento perpétuo.

Sendo o Universo um “macro sistema isolado”, quando e onde surgiu o primeiro impulso gerador de todo o movimento? Qual a fonte de energia exterior que está na causa de tudo o que existe?

O movimento perpétuo deve existir por si só, autonomamente, a energia não nasce (de dentro), ela sempre existiu e esteve presente sem diminuir nem aumentar e nunca dissipar-se-á.

Na inevitável fusão da guitarra com o seu mestre parece viver o indivisível sistema isolado, o retrato perfeito do perpétuo movimento; e ele, Carlos Paredes, sabia-o.