quarta-feira, outubro 26, 2005

O PRIMEIRO PRINCÍPIO

Mais uma jornada matinal rumo à Taverna contemplando em meu redor a verdadeira essência da vida.

Entre ruídos, aromas e cores da natureza algo prende a minha atenção, não pela evidência mas sim pela harmoniosa simbiose com o meio do qual faz parte, sendo parte do todo. É quase sobrenatural mas ao mesmo tempo de uma simplicidade terrena, a beleza dos movimentos descritos pela sua mestria. Biomecânica perfeita, economia de esforço ajustada e conexão energética traduzem o mais alto grau de iluminação.

É impossível descrever por palavras esta experiência que vai para além da simples observação, no momento em que tentar proferir uma frase explicativa estarei mentindo. As palavras advêm de um processo de intelectualização na presença da mente, enquanto o instante em que fluiu no “vazio” está para além da mente, insere-se na ausência da mesma.

A palavra é um eco longínquo da experiência concretizada.


Foto retirada da revista “Ceinture Noire, Hors – Série nº7”.